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SEO para imagens: como aparecer no Google Lens e medir no Search Console

A busca por imagem ganhou número próprio no Search Console. Veja o que o filtro multimodal mede e como preparar as imagens do site para o Google Lens.

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Homem aponta a câmera do celular para uma poltrona emoldurada por linhas de luz, de onde fios levam a pequenos cartões de imagem

Resposta direta

SEO para imagens é preparar as imagens do site para serem encontradas e entendidas pela busca, inclusive quando a pergunta é uma foto. Desde 24/09/2026, o Search Console separa essas buscas no filtro multimodal, que reúne Google Lens, Circle to Search e envio de imagem. O trabalho começa por imagem de qualidade num elemento img, nome de arquivo e texto alternativo descritivos, contexto na página e carregamento rápido.

Fontes verificadas em 30/09/2026.

Em 24/09/2026, o Google começou a dividir o tipo de pesquisa "Web" do Search Console em duas partes: buscas feitas com texto e buscas multimodais, em que a pergunta é uma imagem, uma foto ou uma captura de tela. Segundo o Search Engine Roundtable, que noticiou a mudança no mesmo dia, são dados novos, que antes não entravam nas contagens do relatório de desempenho.

O volume por trás disso é grande. Em 03/10/2024, o blog do Google informou que as pessoas faziam quase 20 bilhões de buscas visuais por mês com o Lens, 20% delas ligadas a compras. Em 17/06/2025, o Think with Google citou Lou Wang, cofundador do Lens: mais de 1,5 bilhão de pessoas usam a busca pelo que veem todo mês, e o Lens cresceu 65% em um ano.

Até agora, a busca por imagem era quase invisível para o dono do site. Com o filtro novo, dá para ver quais páginas aparecem quando alguém fotografa um produto, uma peça ou uma embalagem. Este guia explica o que o filtro mede, o que o Google recomenda para as imagens e o que conferir no WordPress.

Por onde começar, conforme seu papel

O que o filtro multimodal do Search Console mede

O filtro multimodal mostra os resultados da web acionados por uma consulta feita com imagem, foto ou captura de tela. Ele reúne o Google Lens, o Circle to Search no Android, o envio de imagem para a Busca e a opção "Pesquisar esta imagem" do Chrome, e fica separado das buscas feitas com texto.

A definição usada pelo Google, citada pelo Search Engine Roundtable, é direta: o tipo multimodal acompanha resultados "acionados por uma consulta que usa uma imagem, foto ou captura de tela". O anúncio no blog do Search Central apresentou a novidade em setembro de 2026.

Tipo de pesquisa O que conta Mostra consultas? Para que serve
Web: texto Resultados da web para buscas digitadas ou faladas Sim O acompanhamento de SEO de sempre
Web: multimodal Resultados da web quando a pergunta é uma imagem (Lens, Circle to Search, envio de imagem, "Pesquisar esta imagem") Não Ver quais páginas aparecem quando alguém fotografa algo ligado ao seu negócio
Imagem Resultados na aba Imagens do Google, para buscas digitadas Sim Ver o desempenho das imagens como resultado, e não como pergunta

A falta de consultas é o limite mais importante. A ajuda do Search Console explica que, como as buscas multimodais usam principalmente imagens, não há consulta em texto para mostrar, e a dimensão de consultas fica indisponível nesse tipo de pesquisa. Segundo o PPC Land, que detalhou o filtro em reportagem de 24/09/2026, o Google aponta as consultas como indisponíveis e não menciona outra restrição para cliques, impressões, posição, páginas, países ou dispositivos.

Na prática, a página vira a pista. Se uma página de produto recebe impressões multimodais, alguém fotografou algo parecido com o que ela mostra. Se uma página institucional aparece, pode ser a fachada, o logotipo ou a embalagem. Vale acompanhar também os outros relatórios novos do Search Console, como os de redes sociais, e juntar tudo ao painel de visibilidade em IA.

Como o Google Lens chega a uma página

Quando alguém fotografa um objeto, o Lens procura na web páginas e imagens que correspondam ao que aparece na foto. Não encontramos na documentação do Google Search Central um guia próprio para o Lens; a referência pública é o guia de boas práticas para o Google Imagens, atualizado em 02/03/2026.

O guia deixa claro o que o Google precisa para usar uma imagem: encontrá-la, entendê-la e ligá-la a uma página útil. Ele encontra imagens no atributo src do elemento img, mas não indexa imagens colocadas como fundo por CSS. Entende a imagem pelo texto alternativo, pelo nome do arquivo, pelo texto em volta e pelos dados estruturados. E escolhe páginas de qualidade, com a imagem perto do conteúdo que a explica.

Nossa leitura

No Lens, a pessoa fotografa o objeto real: a peça na bancada, a embalagem na prateleira, o equipamento na obra. Uma foto de banco de imagens compete com milhares de cópias idênticas na web e não mostra o seu produto. A foto original, com o produto de verdade, é a que tem mais chance de corresponder ao que a pessoa fotografou.

Ilustração isométrica: à esquerda, um objeto de vidro dentro de um anel de luz índigo; linhas magenta saem dele e atravessam três pequenas placas de vidro; à direita, chegam a uma pilha de páginas de vidro, com uma delas à frente e pequenas barras índigo ao lado.
A busca começa numa foto, e o sistema procura a página que melhor explica o que aparece nela. Imagem original, texto em volta e dados coerentes fazem essa ligação.

Checklist de SEO para imagens, conforme o Google

O checklist abaixo segue o guia do Google Imagens e a documentação de sitemaps de imagens. Cada item diz o que fazer e por quê, com a regra da própria documentação.

Item O que fazer Por quê
Elemento Usar img com src, e não imagem de fundo por CSS O Google encontra imagens no src do img e não indexa imagens de CSS
Texto alternativo Descrever a imagem com precisão, no contexto da página O guia pede texto útil e rico em informação, sem excesso de palavras-chave
Nome do arquivo Nome curto e descritivo, como valvula-esfera-inox-2-polegadas.jpg Nomes como IMG00023.JPG não dizem nada sobre a imagem
Posição Imagem perto do texto que a explica, em página sobre o mesmo tema O contexto ajuda o Google a entender o que a imagem mostra
Tamanhos srcset para telas diferentes; em picture, sempre um img de reserva O guia recomenda imagens responsivas com um src de reserva
Formato JPEG, PNG, WebP ou AVIF, conforme o caso O Google aceita BMP, GIF, JPEG, PNG, WebP, SVG e AVIF
Dados estruturados Marcar produto ou artigo com a propriedade image Liga a imagem à entidade e pode habilitar recursos nos resultados
Imagem preferida Indicar a principal com og:image ou primaryImageOfPage O Google usa esses sinais para escolher a imagem da página nos resultados
Sitemap de imagens Usar quando imagens são carregadas por JavaScript ou ficam em CDN Ajuda o Google a descobrir o que ele talvez não encontre sozinho; até 1.000 imagens por página
Velocidade Comprimir, servir no tamanho certo e testar no PageSpeed Insights Imagem pesada atrasa a página para pessoas e para o Google

Sobre o sitemap, a documentação de sitemaps de imagens do Google, atualizada em 10/12/2025, registra que as tags de legenda, título, localização e licença foram retiradas. Bastam image:image e image:loc. E os dados estruturados só ajudam quando dizem o mesmo que a página mostra.

Exemplo

Uma distribuidora de materiais hidráulicos publica a foto de uma válvula com o nome IMG_4471.jpg e o texto alternativo "produto". Trocando para valvula-esfera-inox-316-2-polegadas.jpg e "Válvula de esfera em aço inox 316, 2 polegadas, rosca BSP, vista lateral", com a ficha técnica logo abaixo da foto, a imagem passa a dizer o que é, para a busca e para quem usa leitor de tela.

Imagens originais por tipo de empresa

Cada tipo de empresa tem objetos que o cliente fotografa: a peça que quebrou, a embalagem que acabou, o logotipo que viu numa obra. Publicar boas fotos desses objetos, nas páginas certas, é a forma mais direta de aparecer quando a pergunta é uma imagem.

Tipo de empresa O que o cliente fotografa O que publicar
Indústria A peça, a placa de identificação, o equipamento em uso Fotos do produto em vários ângulos, com código e ficha técnica na mesma página
Distribuidor e atacado A embalagem, o rótulo, o código do produto Foto da embalagem atual e do rótulo, com o código em texto na página
E-commerce O produto visto numa loja, numa rede social ou na casa de alguém Fotos originais do produto, com variações de cor e uso real
Serviços e B2B O logotipo, a fachada, um material impresso Logotipo e fachada em páginas institucionais, com o nome da empresa em texto

Em catálogos B2B, esse trabalho começa na estrutura do site: cada produto com página própria, foto original e dados técnicos em texto, como no e-commerce B2B da Mantiqueira Distribuidora, feito pela Flowup.

Imagens no WordPress: o que o 7.1 mudou e o que conferir

O WordPress 7.1, de 19/08/2026, mudou o processamento de imagens: compressão, redimensionamento e miniaturas passaram a ser feitos no navegador, por uma versão do libvips em WebAssembly, segundo as notas de lançamento. A versão também passou a aceitar AVIF, HEIC e mapas de ganho HDR de forma nativa.

A velocidade continua sendo o ponto mais sensível. Segundo o Web Almanac 2024 do HTTP Archive, a imagem é o maior elemento visível (LCP) em 73,3% das páginas no celular e em 83,3% no computador. Ainda assim, 16% das páginas no celular carregam essa imagem de forma adiada, o que atrasa a página, e só 15% usam fetchpriority="high" nela, número que cresceu com o suporte do WordPress em 2023.

  • Imagem principal: sem carregamento adiado e, quando for o maior elemento da tela, com prioridade alta.
  • Nome do arquivo: renomear antes de subir, porque o nome entra no endereço da imagem.
  • Texto alternativo: preencher na biblioteca de mídia e conferir no bloco, porque cada inserção pode ter o seu.
  • Tamanhos: conferir se o tema usa os tamanhos gerados pelo WordPress no srcset, em vez de servir o original.
  • Formatos: AVIF e WebP reduzem o peso; o formato não muda a indexação.

Quando o problema é de desempenho do site inteiro, e não só das imagens, o caminho é a otimização WordPress e Core Web Vitals da Flowup, que começa por medir dados de campo antes de mexer em qualquer coisa.

Marca e consistência visual: boa prática, não fator comprovado

Usar sempre o mesmo logotipo, as mesmas cores e fotos coerentes do produto ajuda as pessoas a reconhecer a marca quando a encontram numa busca por imagem. Não encontramos documentação do Google que trate a consistência visual como fator de ranqueamento, e por isso ela entra aqui como boa prática.

O ganho é prático: quem fotografa um logotipo numa obra ou numa feira quer chegar à empresa certa. Um logotipo atual, publicado no site com o nome da empresa em texto, e o mesmo desenho nos perfis e materiais, tornam essa ligação mais simples. É o que um trabalho de branding e identidade visual organiza, e o que um brand book registra para toda a equipe.

Plano em quatro etapas para começar

O plano começa pela medição, porque o filtro novo mostra onde a busca por imagem já traz visitas. Depois vêm o inventário, as correções e a comparação.

  1. Linha de base: no relatório de desempenho, filtrar o tipo multimodal e anotar as páginas com impressões e cliques; fazer o mesmo no tipo Imagem.
  2. Inventário: listar as imagens das páginas que mais importam para o negócio (produtos, serviços, institucional) e marcar as que são de banco, sem texto alternativo ou com nome genérico.
  3. Correções: fotos originais onde faltam, nome de arquivo e texto alternativo descritivos, texto em volta, dados estruturados coerentes e imagem principal sem atraso.
  4. Comparação: depois de algumas semanas, comparar as mesmas páginas nos dois tipos de pesquisa. Os números variam com a sazonalidade; o que interessa é a tendência.

O que ainda não se sabe

  • Como o Lens escolhe as páginas que mostra: o Google não publica critérios específicos para a busca visual.
  • Se o filtro multimodal vai ganhar alguma forma de consulta ou de categoria da imagem pesquisada.
  • Quanto das buscas visuais acontece no Brasil: os números públicos do Lens são globais.

Em resumo

  • Desde 24/09/2026, o Search Console separa as buscas feitas com imagem no filtro multimodal: Lens, Circle to Search, envio de imagem e "Pesquisar esta imagem".
  • O filtro não mostra consultas; a página que recebe impressões é a pista do que foi fotografado.
  • O guia do Google Imagens é a referência: img com src, texto alternativo e nome descritivos, contexto, dados estruturados e velocidade.
  • Fotos originais dos objetos que o cliente fotografa valem mais do que imagens de banco.
  • No WordPress, a imagem principal não deve ser adiada; o 7.1 trouxe AVIF nativo e processamento no navegador.

Perguntas frequentes

O que é SEO para imagens?

É o trabalho de preparar as imagens de um site para serem encontradas e entendidas pela busca, tanto quando a pessoa digita uma pergunta quanto quando ela pesquisa com uma foto. Envolve imagem de qualidade num elemento img, nome de arquivo e texto alternativo descritivos, contexto na página, dados estruturados, sitemap quando necessário e carregamento rápido.

O que é o filtro multimodal do Search Console?

É um tipo de pesquisa no relatório de desempenho que separa, desde 24/09/2026, os resultados da web acionados por uma imagem, foto ou captura de tela: Google Lens, Circle to Search, envio de imagem para a Busca e "Pesquisar esta imagem" no Chrome. Ele mostra páginas, países, dispositivos e datas, mas não mostra consultas.

Busca multimodal é o mesmo que o Google Imagens?

Não. O tipo de pesquisa Imagem, que já existia no Search Console, conta os resultados da aba Imagens do Google, onde a pessoa digita uma consulta. O filtro multimodal conta resultados da web quando a própria pergunta é uma imagem, como uma foto feita com o Google Lens. São públicos e comportamentos diferentes, e vale olhar os dois.

Como fazer uma página aparecer no Google Lens?

Não encontramos na documentação do Google um guia específico para o Lens. A referência é o guia de boas práticas do Google Imagens: imagem de qualidade num elemento img, perto do texto que a explica, com nome de arquivo e texto alternativo descritivos, dados estruturados e página rápida. Nossa leitura é que fotos originais do produto real ajudam mais do que imagens de banco.

Texto alternativo ajuda no SEO?

Ajuda, quando descreve a imagem com precisão e no contexto da página. O guia do Google pede texto alternativo útil e rico em informação, com palavras-chave usadas de forma natural, e desaconselha encher o atributo de termos. Ele também serve a quem usa leitor de tela, o que faz dele um requisito de acessibilidade, e não só de busca.

Qual formato de imagem é melhor para SEO: WebP ou AVIF?

O Google aceita os dois, além de JPEG, PNG, GIF, BMP e SVG, então o formato não muda a indexação. A escolha pesa no tamanho do arquivo e na velocidade da página. O WordPress 7.1 passou a aceitar AVIF de forma nativa. O importante é servir a imagem no tamanho certo e não atrasar a imagem principal da página.

Preciso de sitemap de imagens para aparecer no Google?

Nem sempre. Segundo o Google, o sitemap de imagens ajuda a encontrar imagens que o robô talvez não descubra sozinho, como as carregadas por JavaScript. Imagens num elemento img comum, em páginas rastreáveis, costumam ser encontradas sem ele. Se usar, cada página pode listar até 1.000 imagens.

Fontes: Search Engine Roundtable, filtro multimodal no Search Console (24/09/2026); PPC Land, dados do Lens e do Circle to Search sem consultas (24/09/2026); Google Search Central, anúncio do relatório multimodal (setembro de 2026); ajuda do Search Console, dimensões do relatório de desempenho; blog do Google, Google Lens e anúncios (03/10/2024); Think with Google, entrevista com Lou Wang sobre busca visual (17/06/2025); Google Search Central, boas práticas para o Google Imagens (atualizado em 02/03/2026) e sitemaps de imagens (atualizado em 10/12/2025); WordPress.org, WordPress 7.1 (19/08/2026); HTTP Archive, Web Almanac 2024, capítulo de performance (11/11/2024). Consultadas em 30/09/2026.

O que o seu cliente encontra quando fotografa o seu produto?

A busca por imagem deixou de ser invisível. O filtro multimodal mostra quais páginas aparecem quando alguém aponta a câmera para uma peça, uma embalagem ou um logotipo, e o que falta para aparecer nas outras. Não basta ranquear. Seja a resposta.

SEO técnico

Descubra como o Google lê as imagens e as páginas do seu site

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Sobre o autor

Retrato de Guto Bertoncini

Guto Bertoncini

Fundador e estrategista-líder da Flowup Agency

Guto Bertoncini é fundador e estrategista-líder da Flowup Agency, que conduz desde 2011. É o autor do Método B.I.N.A., do Novo SEO e da Base Informacional Semântica, e lidera a prática de SEO para IA, GEO e AEO da agência, preparando empresas para serem encontradas no Google e citadas pelas plataformas de inteligência artificial. Escreve sobre busca e IA no blog da Flowup e no seu site oficial.

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