SEO para e-commerce B2B: catálogo, filtros, ERP e o que contratar

O responsável de compras de uma empresa de instalações elétricas em Leiria que precisa de repor um disjuntor não pesquisa "fornecedor de material elétrico": escreve o nome do produto, a marca ou cola o código EAN no Google. Se o distribuidor tiver uma página pública para esse artigo, pode aparecer; se o catálogo só existir atrás do login, a oportunidade fica para outra empresa.

Por Guto Bertoncini, fundador e estratega principal da FlowupPublicado em 25 min de leitura

Resumo

O essencial em 6 pontos

Para quem tem um minuto.

  • Dê página própria a cada categoria, marca e produto, ligadas por links que o Google segue.
  • Decida que filtros passam a ter página e controle os restantes.
  • Deixe a ficha pública e o preço depois do login, tendo em conta o efeito na marcação de produto.
  • Use dados estruturados e avalie o Merchant Center; mostre o código e o EAN na página.
  • Ponha o SEO na conceção da integração com o ERP, com regras para esgotados e descontinuados.
  • Meça por tipo de página e até à encomenda, com linha de base.

B2B e retalho

O que muda no SEO de um e-commerce B2B

A técnica é a mesma de qualquer loja; mudam a dimensão do catálogo, a forma de pesquisar e o acesso ao preço. O trabalho de SEO é fazer o comprador profissional encontrar a ficha certa pelo nome, pela marca ou pelo código.

O Google tem uma série própria de guias sobre SEO para e-commerce (atualizada em 18/12/2025), que trata da estrutura de URLs, da estrutura do site, da paginação, dos dados de produto e dos dados estruturados. Esta página aplica essa documentação ao e-commerce B2B, onde o catálogo costuma ser maior, o preço pode depender do cliente e os dados vêm do ERP.

Uma nota de transparência: a Flowup Agency desenvolve e-commerce B2B e faz SEO, por isso tem interesse comercial neste tema. O texto separa o que é documentação oficial (com fonte e data), o que é recomendação da Flowup e o que é leitura própria (assinalada como "A nossa leitura").

A tabela seguinte é uma leitura da Flowup, a partir de projetos como o da Mantiqueira Distribuidora, um projeto no Brasil, e não uma regra do Google. A documentação de e-commerce do Google não distingue B2B de retalho e lembra que vários tópicos servem também para quem lista produtos vendidos apenas em loja física.

Em Portugal, vender online já faz parte da operação de muitas empresas. Segundo o INE, em 2024, 21,8% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço fizeram vendas por comércio eletrónico, e estas vendas representaram 20,6% do volume de negócios total dessas empresas, cerca de 83,9 mil milhões de euros; no setor do Comércio, a proporção de empresas a vender por esta via foi de 32,0% (INE, 21/11/2025). O INE não separa, nesse destaque, as vendas a empresas das vendas a consumidores. Com outra metodologia, que não é comparável com a do INE, a edição de 2023 do estudo Economia Digital em Portugal, da ACEPI, publicou uma estimativa da IDC de 134 mil milhões de euros de comércio eletrónico B2B em 2023, contra 9 mil milhões no B2C (ACEPI, edição 2023, sem data na página).

Se a sua empresa é uma indústria que vende através de representantes, sem loja online, o guia mais útil é o de agência de SEO B2B, que trata do comité de compra e do conteúdo técnico.

O que muda do retalho para o e-commerce B2B (leitura da Flowup)
PontoLoja de retalhoE-commerce B2BO que muda no SEO
CompradorConsumidor final, compra pontualComprador profissional, compra recorrentePáginas pensadas para quem já sabe o que procura
Como pesquisaNecessidade e produtoNome do produto, marca, fabricante e códigoPágina de marca e ficha com código e EAN visíveis
PreçoPúblicoMuitas vezes depois do login ou por tabela de clienteFicha pública, condições depois do login
CatálogoDo pequeno ao grandeCostuma ter milhares de artigos, embalagens e variantesArquitetura, filtros e paginação passam a ser prioridade
Fonte dos dadosPlataforma da lojaMuitas vezes o ERPA integração decide o que o Google lê

Por onde começar, consoante o seu papel

  • Administração e área comercial: o que muda no B2B, o caso Mantiqueira e o que contratar.
  • Marketing e e-commerce: arquitetura do catálogo, dados de produto e como medir.
  • Tecnologia e ERP: filtros e paginação, preço com login e integração com o ERP.

Filtros

Filtros, variantes e paginação

Decida que filtros merecem página indexável e controle os restantes; dê URL próprio às variantes; use paginação com links que o Google consegue seguir. É aqui que um catálogo B2B costuma gerar milhares de URLs inúteis.

A página do Google sobre navegação facetada (atualizada em 06/03/2026) diz que as combinações de filtros geram um número muito grande de URLs, o que provoca rastreio excessivo e torna mais lenta a descoberta de páginas novas e úteis. Num catálogo B2B com filtros de marca, embalagem, quantidade por caixa e categoria, como o de um fornecedor de embalagens no Porto, o problema aparece depressa.

Para as variantes, o guia de estrutura de URLs (18/12/2025) pede que cada variante possa ser identificada por um URL separado e que todas tenham o canonical do produto. O Google também não usa identificadores de fragmento (#) na indexação: se a cor ou a embalagem só muda depois do #, para o Google é tudo a mesma página.

O que o Google recomenda para filtros, variantes e paginação
SituaçãoO que o Google recomendaFonte
Filtros que não precisam de ser indexadosBloquear os parâmetros no robots.txt, usar fragmento (#) ou nofollow em todos os links; o canonical para a versão sem filtro tende a ser menos eficaz a longo prazoNavegação facetada (06/03/2026)
Filtros que merecem página indexávelSeparador & entre parâmetros, ordem sempre igual e 404 para combinações sem resultados ou sem sentidoNavegação facetada (06/03/2026)
Ordenação por preço ou novidadenoindex ou bloqueio desses padrões no robots.txtPaginação (18/12/2025)
Variantes de um produtoURL próprio por variante e canonical do produto em todas elasEstrutura de URLs (18/12/2025)
PaginaçãoURL próprio por página, links HTML com href para a página seguinte e não usar a primeira página como canónica de toda a sequênciaPaginação (18/12/2025)
"Ver mais" e scroll infinitoO Google não clica em botões e o Googlebot não faz scroll; use links, sitemap ou feed do Merchant CenterPaginação (18/12/2025)
Dois profissionais montam numa mesa escura uma árvore de cartões de luz, da categoria aos produtos, enquanto cópias apagadas se desfazem nas margens.
Filtro bem decidido organiza o catálogo; filtro solto multiplica cópias da mesma página.

Acesso ao preço

Preço com login, encomenda mínima e páginas fechadas

O Google só lê o que está aberto. Deixe pública a ficha do produto, com nome, marca, código, embalagem e ficha técnica, e reserve para o login o preço, as condições e a encomenda mínima. Isso muda a marcação de produto possível.

A documentação de produtos do comerciante (atualizada em 16/09/2026) diz que só se qualificam as páginas em que o comprador pode adquirir o produto e que estas experiências exigem preço superior a zero. No teste da marcação, o Google pede que a página não esteja bloqueada por robots.txt, noindex ou requisitos de login. Já o snippet de produto (16/09/2026) exige o nome e uma destas propriedades: avaliação, classificação agregada ou oferta.

Nada disto impede a página de aparecer nos resultados normais: o guia Partilhar dados de produto com o Google (18/12/2025) diz que os dados estruturados não são necessários para aparecer na Pesquisa. Sem preço público, o que fica de fora são as experiências de produtos do comerciante.

Modelo de catálogo, o que o Google lê e a marcação de produto possível
Modelo de catálogoO que o Google consegue lerMarcação de produto possível
Catálogo aberto com preço e compra no siteCategorias, marcas e fichas com preçoProdutos do comerciante, que exigem preço superior a zero e compra na página
Catálogo aberto, preço depois do loginCategorias, marcas e fichas, sem o preçoSnippet de produto, só com avaliação ou classificação agregada, porque a oferta exige preço; produtos do comerciante não se aplicam sem preço
Catálogo inteiro atrás do loginSó as páginas públicas, como a institucional e a de contactoNenhuma nas páginas fechadas

A nossa leitura

Fechar o catálogo inteiro atrás do login protege a tabela de preços, mas tira a empresa da pesquisa do comprador que ainda não é cliente. Na maioria dos catálogos B2B, a ficha aberta, com as condições depois do login, equilibra as duas coisas.

Dados de produto

Dados de produto: marcação, Merchant Center e EAN

O Google recomenda dois caminhos em conjunto: dados estruturados nas páginas e feed no Merchant Center. No B2B, o código de barras é um dado de ouro, porque o comprador pesquisa por ele.

Segundo o guia Partilhar dados de produto com o Google (18/12/2025), os dados estruturados ajudam o Google a perceber a página e a apresentá-la com mais funcionalidades, e o feed do Merchant Center indica diretamente que produtos a empresa quer mostrar, incluindo dados que não estão no site, como o stock em loja física. O guia descreve três formas de enviar o feed: automática (para sites mais pequenos, atualizados com menos frequência), carregamento periódico de ficheiros (para sites maiores ou que mudam muito) e API (para atualizações imediatas, como o stock).

A página Onde os dados de e-commerce podem aparecer no Google (18/12/2025) indica o Merchant Center como fonte em várias superfícies, resumidas no painel abaixo.

Para a marcação, o guia de dados estruturados para e-commerce (18/12/2025) lista Product e ProductGroup (com variantes), BreadcrumbList, Organization, Review, LocalBusiness e VideoObject. Na marcação de produtos do comerciante, o Google recomenda incluir todos os identificadores globais relevantes, como o gtin13, que corresponde ao EAN de 13 dígitos.

Em Portugal, os códigos de barras GS1 são atribuídos pela GS1 Portugal, que se apresenta como a única entidade autorizada a gerir o sistema GS1 e a atribuir códigos GS1 no país. O prefixo da GS1 Portugal é o 560, e a estrutura de GTIN mais usada para produtos tem 13 dígitos (GS1 Portugal, sem data na página). O prefixo não identifica o país de origem do produto, lembra a própria GS1 (GS1, sem data na página). Recomendação da Flowup: confirme que o código na ficha é o mesmo que está na embalagem e no feed.

No caso Mantiqueira, um projeto no Brasil, dezenas de consultas pelo código de barras apareceram no Search Console com posição média entre 1 e 2,5, entre 24/08/2025 e 17/08/2026. Por isso, a Flowup recomenda mostrar o código na ficha: é ele que o comprador escreve na pesquisa.

Onde o Google indica o Merchant Center

  • Separador Shopping: produtos enviados para o Merchant Center.
  • Google Lens: detalhes do produto no Merchant Center e fichas de produto ativas.
  • Google Maps: produtos no Merchant Center com dados de localização do inventário.
  • Perfil da Empresa no Google: perfil reivindicado e associado ao Merchant Center.

Integração

O que o SEO precisa do ERP

O ERP é a fonte do nome, do código, da categoria, do stock e do preço. Se a integração falha, o erro passa para centenas de páginas de uma vez. O SEO tem de entrar na conceção da integração, não depois dela.

A tabela é uma recomendação da Flowup. Algumas regras vêm do Google: o guia para lançar um site de e-commerce (18/12/2025) diz que um produto marcado como esgotado pode ser indexado e pede que o carrinho não seja desativado, porque o Google o pode usar para verificar o preço final; e o guia de estrutura de URLs (18/12/2025) pede noindex para a categoria vazia e 404 quando a categoria é removida. Quando um produto ou uma categoria muda de endereço, o redirecionamento permanente indica o novo destino, segundo o guia de redirecionamentos (17/04/2026).

As descrições também vêm, muitas vezes, dos dados do fabricante, iguais em dezenas de distribuidores. Recomendação da Flowup: acrescente o que só a sua empresa tem, como a embalagem de venda, a quantidade por caixa, o código e a disponibilidade. Gerar milhares de textos em massa só para a pesquisa é outro problema: as políticas de spam (16/09/2026) tratam como abuso gerar muitas páginas com o objetivo principal de manipular a classificação, incluindo com IA generativa.

Se a integração vai mudar a plataforma ou a árvore de categorias, veja o guia sobre migração de site com SEO. Se o projeto inclui loja online e integrações, pode descrevê-lo no briefing de desenvolvimento.

Dados do ERP, uso no site e cuidados (recomendação da Flowup)
Dado do ERPUso no site e no SEOCuidado
Nome, marca e fabricanteTítulo da ficha, página de marca e links internosNome normalizado, sem abreviaturas do sistema
Código interno e EANFicha pública e marcação gtinCódigo verificado, sem EAN trocado entre artigos
CategoriaÁrvore do catálogo e menusA mudança de categoria pode mudar o URL; planear o redirecionamento
StockDisponibilidade na ficha e no feedUm artigo esgotado não tem de ser retirado do site
Preço e tabela por clienteMostrado depois do login ou no feed, se for públicoNunca expor a tabela de um cliente a outro
Produto descontinuadoRegra de saída da páginaDecidir por escrito: alternativas, redirecionamento para um substituto ou 404
Imagens e ficha técnicaConteúdo da página e da marcaçãoFicheiro com nome descritivo e ficha completa

IA

E-commerce B2B na pesquisa com IA

A base é a mesma do SEO. O guia do Google sobre otimização para funcionalidades de IA generativa (atualizado em 10/07/2026) diz que otimizar para a pesquisa com IA continua a ser SEO e refere o Merchant Center e o Perfil da Empresa no Google para lojas e negócios locais.

Segundo o guia de otimização para funcionalidades de IA generativa do Google (atualizado em 10/07/2026), para aparecer nas funcionalidades de IA do Google a página tem de estar indexada e poder ser mostrada com snippet, e o site tem de estar incluído nas funcionalidades de IA generativa no Search Console.

Para a pesquisa do ChatGPT, a documentação dos robôs da OpenAI (sem data na página) recomenda permitir o OAI-SearchBot no robots.txt. A página de SEO para IA explica como a Flowup trabalha este tema, e a de GEO trata da presença em motores generativos.

Recomendação da Flowup: um nome ambíguo pede uma fonte oficial sobre a empresa. No caso Mantiqueira, um projeto no Brasil, a distribuidora partilha o nome com uma serra e com uma produtora de ovos; o projeto incluiu uma base de conhecimento oficial para IA no domínio do cliente.

No recorte do Semrush (base Brasil) de agosto de 2026, 43% das 603 palavras-chave do site da Mantiqueira mostravam a Vista geral de IA (AI Overview, no Semrush). Para trabalhar a presença da marca nessas respostas, veja o guia como ser citado pela IA.

Projeto no Brasil

O caso Mantiqueira: o que um catálogo B2B pode render

Uma distribuidora brasileira com mais de 2.000 artigos, com plataforma à medida integrada no ERP Target e catálogo com página por categoria, marca e produto, somou 19 mil cliques orgânicos em 359 dias. Os números têm período, fonte e critério de marca declarados.

A Mantiqueira Distribuidora vende produtos de higiene, perfumaria e farmácia a farmácias, supermercados e retalho, no Brasil. A Flowup desenvolveu a plataforma de e-commerce B2B, entregue em junho de 2025, com SEO técnico no âmbito e suporte mensal desde então. Os dados do Search Console do site começam em 24/08/2025.

Os totais da tabela incluem as consultas de marca. Para o recorte não ligado à marca, o critério do caso é este: todas as consultas com "mantiqueira" foram tratadas como marca ou ambíguas e excluídas do recorte não ligado à marca, porque o nome tem homónimos fortes. O resumo do caso está na página de casos.

Caso Mantiqueira (projeto no Brasil): indicadores, período e fonte
IndicadorPeríodoResultadoFonte
Cliques orgânicos24/08/2025 a 17/08/2026 (359 dias)19 milSearch Console
Impressões24/08/2025 a 17/08/2026Mais de 800 milSearch Console
Cliques por mêsSetembro de 2025 e julho de 2026De 1.447 para 2.053Search Console
Impressões por mêsSetembro de 2025 e julho de 2026De 31 mil para 113 milSearch Console
Palavras-chave no Top 10Agosto de 2025 e julho de 2026De 12 para 101Semrush, base Brasil
Página da marca Darling24/08/2025 a 17/08/2026Mais de 80 mil impressõesSearch Console
Consultas por código de barras24/08/2025 a 17/08/2026Dezenas, com posição média entre 1 e 2,5Search Console

O que o caso não prova

  • Não há comparação com um período anterior: a plataforma é nova e os dados começam depois da entrega.
  • Os números somam tudo o que aconteceu no site e não isolam o efeito do SEO de outros fatores, como o trabalho comercial da própria distribuidora.
  • A plataforma é feita à medida, fora do WordPress. Noutra plataforma, com outro catálogo e noutro mercado, o resultado pode ser diferente.

Contratação

O que contratar: auditoria, migração, desenvolvimento ou SEO contínuo

Depende de onde está o catálogo. Loja no ar com problemas pede auditoria; mudança de plataforma pede projeto de migração; loja nova pede SEO dentro do desenvolvimento; catálogo estável pede consultoria ou execução contínua.

A divisão em formatos é uma recomendação da Flowup. Para perceber o âmbito de cada um, veja os guias sobre auditoria de SEO e migração de site, e a página de consultoria SEO. O guia do Google Precisa de SEO? (atualizado em 10/06/2026) lembra que ninguém pode garantir a primeira posição e recomenda, na fase de auditoria, conceder apenas acesso de leitura ao Search Console.

Numa loja nova que também venda a particulares, há um ponto legal a juntar ao âmbito. O Decreto-Lei n.º 82/2022 (Diário da República, 06/12/2022), que transpõe a Diretiva (UE) 2019/882 (17/04/2019) sobre requisitos de acessibilidade de produtos e serviços, inclui os serviços de comércio eletrónico (artigo 2.º, n.º 3) e produz efeitos desde 28/06/2025 para os serviços prestados aos consumidores (artigo 39.º, n.º 1). A diretiva define estes serviços como prestados a pedido de um consumidor, com vista a um contrato de consumo, e o decreto-lei não se aplica às microempresas que os prestam (artigo 2.º, n.º 5). Na nossa leitura, um catálogo vendido só a empresas pode ficar fora desta obrigação; um site que também vende a consumidores deve avaliá-la com o seu apoio jurídico. Esta nota não é aconselhamento jurídico.

Formatos de contratação para SEO de e-commerce B2B (recomendação da Flowup)
FormatoQuando faz sentidoO que entrega
Auditoria do catálogoCatálogo no ar com má indexação, filtros soltos ou quebra de tráfegoObservações por tipo de página, lista de prioridades e especificação para a equipa de tecnologia
Projeto de migraçãoMudança de plataforma, de ERP ou de estrutura de categoriasMapa de URLs, redirecionamentos, testes e acompanhamento depois da mudança
Desenvolvimento e integraçãoLoja nova ou integração com o ERPPlataforma, integração e arquitetura indexável desde o início
Consultoria ou execução contínuaCatálogo estável que precisa de crescerPlano por grupo de páginas, conteúdo, ajustes técnicos e medição

Perguntas para a reunião e o que uma boa resposta inclui

  • Como tratam os filtros do catálogo? A lista dos filtros que passam a ter página e dos que ficam fora do índice, com a técnica de cada um.
  • O que acontece quando o ERP muda uma categoria ou desativa um produto? Uma regra escrita de URL, redirecionamento e 404.
  • Como fica pública a ficha se o preço exige login? O que aparece aberto, o que fica fechado e o efeito na marcação de produto.
  • Vão usar o Merchant Center? Uma avaliação do catálogo: preço público, compra no site e tipo de feed.
  • Como medem por tipo de página? Categorias, marcas, produtos e códigos separados no Search Console.
  • Podem mostrar um catálogo em que já trabalharam? Um caso com período, fonte e critério de marca declarados.

Medição

Como medir o SEO de um catálogo B2B

Por tipo de página e até à encomenda. O total de cliques esconde o que importa: que categorias, marcas e produtos entram no índice, que consultas por código trazem visitas e quantos registos de clientes e encomendas vêm do orgânico.

Recomendação da Flowup: registe a linha de base antes de qualquer alteração e separe os sitemaps por tipo de página, o que facilita a leitura do relatório de indexação. No B2B, muitas encomendas chegam por telefone, por um comercial ou por um portal; por isso, a pergunta "Como nos conheceu?" no registo do cliente vale tanto como o Analytics.

Indicadores para medir o SEO de um catálogo B2B
IndicadorOnde medirO que acompanhar
Páginas indexadas por tipoRelatório de indexação de páginas, com sitemaps separados por tipoCategorias, marcas e produtos fora do índice
Cliques e impressões por grupoSearch Console, com filtro por pasta ou padrão de URLCategorias, marcas, produtos e consultas por código
Marcação de produtoRelatórios de snippets de produto e de produtos do comerciante do Search ConsoleElementos válidos e erros
Rastreio dos filtrosEstatísticas de rastreio do Search Console e registos do servidorQuanto do rastreio vai para URLs de filtro
Registos de clientes e encomendasERP, CRM e Google Analytics 4Novos clientes e encomendas vindos do orgânico
Impressões em IA generativaRelatório de IA generativa do Search ConsoleEvolução por página

Transparência

A Flowup Agency é uma opção para o seu e-commerce B2B?

Pode ser, se a sua empresa quer juntar desenvolvimento, integração com o ERP e SEO num mesmo projeto. Não é a melhor escolha para quem quer apenas subscrever uma plataforma de loja pronta e operá-la sozinho, sem projeto.

A Flowup Agency é uma agência brasileira fundada em 2011, com sede em São Paulo e liderada por Guto Bertoncini. Atende empresas em Portugal à distância, com reuniões por videochamada no horário de Lisboa. O painel abaixo aplica os critérios desta página ao que está público.

Os valores são definidos em proposta, depois de uma conversa inicial sobre o âmbito. Veja também quanto custa uma consultoria SEO.

O que está público

  • Prova publicada: o caso Mantiqueira, um projeto no Brasil, com plataforma à medida integrada no ERP Target, período, fonte e critério de marca declarados (casos).
  • Serviços: agência WordPress, incluindo lojas WooCommerce e integrações, auditoria de SEO e consultoria SEO.
  • Triagem gratuita: o Diagnóstico B.I.N.A. tem 12 perguntas, resultado imediato e diagnóstico aprofundado em até 5 dias úteis. Aponta a camada mais fraca, mas não substitui uma auditoria do catálogo.
  • O que ainda não está público: outros casos de e-commerce B2B e casos em Portugal. Hoje há um caso de e-commerce B2B publicado, no Brasil; peça outros exemplos na conversa, como pediria a qualquer fornecedor.

Limites

O que ainda não se sabe

Três lacunas que convém ter presentes antes de decidir.

O Google não publica o peso de cada fator na classificação de páginas de produto.

Não encontrámos um estudo português com metodologia pública sobre o retorno do SEO em e-commerce B2B. Os dados do INE e da ACEPI citados nesta página medem o comércio eletrónico, não o efeito do SEO.

A página de ajuda do relatório de desempenho da IA generativa do Search Console (sem data na página) fala de impressões e não menciona cliques; ainda não há forma de medir as encomendas que nascem de uma resposta de IA.

Nota de método: esta página foi escrita por uma agência que desenvolve e-commerce B2B e faz SEO. As recomendações assinaladas como da Flowup não são exigência do Google. Os números do caso vêm do Search Console e do Semrush do projeto, no Brasil, com o período indicado. As fontes do Google, as portuguesas e as europeias foram verificadas em 16/10/2026. Correções podem ser enviadas através do contacto.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

As dúvidas mais comuns sobre este tema em Portugal.

Quer aplicar isto à sua empresa? Conte-nos o seu desafio: respondemos no prazo de 1 dia útil.

Falar com um especialista
SEO para e-commerce B2B é o mesmo que SEO para loja de retalho?
A base técnica é a mesma: a documentação de e-commerce do Google não distingue B2B de retalho. O que muda é o catálogo e o comprador. No B2B, o catálogo costuma ser maior, o preço pode depender de login e de tabela por cliente, e o comprador pesquisa pelo nome do produto, pela marca e pelo código.
O Google indexa produtos que só mostram o preço depois do login?
O Google só lê o que está aberto. A página de produto pode ser indexada se a ficha estiver pública, mesmo com o preço depois do login. Sem preço visível, não se qualifica para a marcação de produtos do comerciante, que exige preço superior a zero e uma página em que o comprador possa comprar.
Os filtros do catálogo prejudicam o SEO?
Podem prejudicar quando cada combinação se transforma num URL rastreável. O Google diz que isso provoca rastreio excessivo e atrasa a descoberta de páginas novas. A solução é decidir que filtros merecem página indexável e bloquear ou controlar os restantes, com a técnica indicada na documentação de navegação facetada.
É preciso Merchant Center num e-commerce B2B?
Não para aparecer nos resultados normais da Pesquisa. O Google recomenda usar dados estruturados e o feed do Merchant Center em conjunto, e o feed é exigido em superfícies como o separador Shopping. Vale a pena avaliar se o catálogo tem preço público e compra no site antes de decidir.
O código de barras (EAN) ajuda o SEO de um catálogo B2B?
Ajuda quando o comprador pesquisa pelo código. No caso Mantiqueira, um projeto no Brasil, dezenas de consultas por EAN apareceram no Search Console com posição média entre 1 e 2,5. Na marcação de produtos do comerciante, o Google recomenda incluir os identificadores globais, como o gtin13. Em Portugal, os códigos GS1 são atribuídos pela GS1 Portugal.
O que fazer com produtos esgotados ou descontinuados?
Um produto esgotado não tem de ser retirado do site: o Google diz que um produto marcado como esgotado pode ser indexado. Para os descontinuados, a recomendação da Flowup é ter uma regra escrita: manter a página com alternativas, redirecionar para um substituto equivalente ou devolver 404.
Quanto tempo demora o SEO de um catálogo B2B a dar resultados?
Não há prazo oficial, e o Google diz que ninguém pode garantir a primeira posição. No caso Mantiqueira, um projeto no Brasil, os cliques mensais passaram de 1.447 em setembro de 2025 para 2.053 em julho de 2026, mas cada catálogo e cada mercado partem de um ponto diferente.

Continuar

Para ir mais longe

Serviços e guias da Flowup para empresas em Portugal.

Transparência

Fontes e referências

Esta página usa a documentação oficial do Google, fontes oficiais portuguesas e europeias e estudos com metodologia declarada, conferidos a 16/10/2026. As recomendações assinaladas como da Flowup não são exigência das fontes.

  1. SEO para e-commerce, Google Search Central (18/12/2025): série de guias do Google sobre comércio eletrónico; não distingue B2B de retalho e serve também para produtos vendidos em loja física.
  2. Estrutura de sites de e-commerce, Google Search Central (18/12/2025): links como sinal de estrutura e importância, caminhos do menu aos produtos, produtos só na pesquisa interna, sitemap ou feed para o que não tem link.
  3. Estrutura de URLs para e-commerce, Google Search Central (18/12/2025): palavras descritivas, canonical autorreferencial, URL por variante com o canonical do produto, fragmentos ignorados, noindex para categoria vazia e 404 para categoria removida.
  4. Gestão do orçamento de rastreio em sites grandes, Google Search Central (16/09/2026): dimensões aproximadas de site a que o guia se destina.
  5. Navegação facetada, Google Search Central (06/03/2026): rastreio excessivo com filtros e técnicas para filtros indexáveis e não indexáveis.
  6. Paginação e carregamento incremental, Google Search Central (18/12/2025): URL por página, links para a página seguinte, ordenações, botões "Ver mais" e scroll infinito.
  7. Produtos do comerciante, Google Search Central (16/09/2026): exigência de compra na página e preço superior a zero, páginas sem bloqueio de login e identificadores globais como o gtin13.
  8. Snippet de produto, Google Search Central (16/09/2026): nome obrigatório e avaliação, classificação agregada ou oferta.
  9. Partilhar dados de produto com o Google, Google Search Central (18/12/2025): dados estruturados não são necessários para aparecer na Pesquisa; dados estruturados e Merchant Center em conjunto; três formas de enviar o feed.
  10. Onde os dados de e-commerce podem aparecer no Google, Google Search Central (18/12/2025): superfícies que usam o Merchant Center (Shopping, Lens, Maps e Perfil da Empresa).
  11. Dados estruturados para e-commerce, Google Search Central (18/12/2025): tipos de marcação recomendados para lojas.
  12. Lançar um site de e-commerce, Google Search Central (18/12/2025): produto esgotado pode ser indexado; carrinho ativo para verificação do preço final.
  13. Redirecionamentos e a Pesquisa Google, Google Search Central (17/04/2026): redirecionamento permanente indica o novo destino.
  14. Políticas de spam, Google Search Central (16/09/2026): geração de muitas páginas para manipular a classificação, incluindo com IA generativa, é abuso.
  15. Precisa de SEO?, Google Search Central (10/06/2026): ninguém pode garantir a primeira posição; acesso só de leitura ao Search Console na auditoria.
  16. Guia de otimização para funcionalidades de IA generativa, Google Search Central (10/07/2026): otimizar para a pesquisa com IA continua a ser SEO; requisitos de indexação e snippet; Merchant Center e Perfil da Empresa.
  17. Relatório de desempenho da IA generativa, Ajuda do Search Console (sem data na página): o relatório mostra impressões e não menciona cliques.
  18. Visão geral dos robôs da OpenAI, OpenAI (sem data na página): recomendação de permitir o OAI-SearchBot para aparecer na pesquisa do ChatGPT.
  19. 11,5% das empresas utilizam Inteligência Artificial, destaque do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas 2025, INE (21/11/2025): em 2024, 21,8% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço venderam por comércio eletrónico, 20,6% do volume de negócios, cerca de 83,9 mil milhões de euros, e 32,0% no setor do Comércio (os dois primeiros valores no texto da página; todos no PDF do destaque, corrigido em 02/12/2025 só na legenda de um gráfico).
  20. Economia Digital em Portugal, edição 2023, ACEPI (sem data na página): estimativa da IDC de 134 mil milhões de euros de comércio eletrónico B2B e 9 mil milhões de B2C em 2023.
  21. Obter código de barras, GS1 Portugal (sem data na página): GS1 Portugal como única entidade autorizada a atribuir códigos GS1 em Portugal, prefixo 560 e GTIN de 13 dígitos como estrutura mais usada para produtos.
  22. GS1 Company Prefix, GS1 (sem data na página): os prefixos GS1 não identificam o país de origem do produto; 560 corresponde à GS1 Portugal.
  23. Decreto-Lei n.º 82/2022, de 6 de dezembro, Diário da República n.º 234, 1.ª série (06/12/2022): inclusão dos serviços de comércio eletrónico (artigo 2.º, n.º 3), exclusão das microempresas que prestam esses serviços (artigo 2.º, n.º 5) e produção de efeitos a partir de 28/06/2025 para os serviços prestados aos consumidores (artigo 39.º, n.º 1).
  24. Diretiva (UE) 2019/882, relativa aos requisitos de acessibilidade dos produtos e serviços, EUR-Lex (17/04/2019): definição de serviços de comércio eletrónico como serviços prestados a pedido de um consumidor, com vista a um contrato de consumo (artigo 3.º, ponto 30).
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